Agora o que antes era pago por um… dá para 5.
Gamepass… Eu já não sei bem o que dizer sobre este serviço.
Se houvesse algo chamado negócio da China, ele seria o Gamepass. O que o torna especial? Bem, porque este é um serviço de subscrição que se distingues dos outros por ter os jogos First Party, neste caso os da Microsoft, disponíveis no dia um.
E se os serviços de subscrição já são atrativos, este ainda mais se torna agora, com o lançamento do novo plano familiar.
Sim, a Microsoft, vai agora permitir que uma única conta possa ser acedida por até 5 pessoas, o que permite dividir o custo do serviço pelas mesmas, atirando o custo por cabeça para 1/5.
Maravilhoso não?
Poderia ser, se a Microsoft tratasse o Gamepass de forma concorrencial e não usasse o serviço para algo que pode ser encarado como “Dumping”.
Porque na realidade o que distingue este serviço dos da concorrência não é apenas o termos jogos AAA disponíveis no dia um. É tambem o facto que este serviço pode ser adquirido… Por meia dúzia de patacos.
Mesmo antes de entrarmos por essa situação, verdadeiramente preocupante, há que se olhar para o panorama geral em que se encontram atualmente os restantes serviços atuais de subscrição, e onde vemos que todos, sem exceção estão com problemas em se sustentar, apesar de possuírem largas dezenas ou mesmo centro as de milhões de assinantes. Daí que perante essa realidade, mesmo sem pensarmos na questão de se poder assinar o Gamepass pelos referidos patacos, há que, de forma lógica se colocar a questão… Será que, ao contrário da corrente geral, e com muitos menos assinantes que os outros serviços, o Gamepass, que acabou com Live Gold, e que até tem menos assinantes que ele, dá lucro?
Bem, ninguém sabe! Porque a Microsoft não é clara nos seus relatórios, pelo que teremos então duas hipóteses:
- Acreditar que sim
- Acreditar que não
Claro que, não havendo dados, isto dará azo a eterna discussão. Uns dirão que sim, outros dirão que não!
Há no entanto uma diferença entre estas duas opiniões. É que quem acredita que sim, baseia-se apenas em fé, ao passo que quem acredita que não, baseia-se em dados palpáveis da realidade de outros serviços. Daí que, não sendo um homem que coloca fé nestas coisas, pessoalmente continuo a achar que a Microsoft não descobriu o Ovo de Colombo, e que como tal o Gamepass sofre dos mesmos problemas de todos os serviços de subscrição. E numa altura em que os serviços de assinaturas ou estão a subir o custo das assinaturas, a cortar nas contas partilhadas, e a ter prejuízos com uma base de clientes bem maior, estas medidas de redução de preços da Microsoft, só servem para deixar ainda mais dúvidas sobre a viabilidade do serviço, e questionar mesmo se a Microsoft não está conscientemente a usar o seu poderio financeiro, quase único, que advém de outras fontes que não a divisão Xbox , com o intuito de aniquilar completamente toda e qualquer concorrência, tentando-a empurrar para um tipo de negócio que mais ninguém consegue sustentar.
Ora não temos dúvidas que 10 euros mensais (e não falo dos 12,99 do Ultimate pois os 2,99 euros adicionais são destinados ao acesso Internet e como tal inteirinhos para a Microsoft e não para os detentores do conteúdo), em 25 ou mais milhões de clientes, são uma grande fonte de receita para a Microsoft. E não fosse o facto de existir o lançamento de jogos First Party dia um no serviço, havendo algum controlo no que entra no serviço, até poderia mesmo ser uma boa fonte de lucro. Isto claro se todos os clientes pagassem o custo real do serviço… o que na realidade… não acontece!
E é essa situação que é preocupante!
Não vamos fazer de conta que não sabemos que é possível assinar-se o Gamepass de graça usando Microsoft Points, ou que é atualmente possível assinar-se 3 anos de Gamepass por apenas 65 euros (quando o custo deveria rondar os 468 euros). Vamos tambem não ignorar que, numa altura em que todos andar a pensar em subir o custodas subscrições, a Microsoft a desce de 15 euros, para 12,99. E não vamos ignorar tambem que assinatura de 65 euros por 3 anos é algo que ocorre usando metodologias 100% legais baseadas em promoções, sendo que há inclusive artigos em websites populares como a Techradar, a explicar passo a passo como as aplicar, (ou em alternativa, este da PCworld). Daí que, não havendo aqui qualquer ilegalidade ou furo no sistema que não seja conhecido da Microsoft, quem pretende o Gamepass, não precisa efetivamente de pagar mais do que este valor.
Ora nesse sentido, este plano familiar que permite que 5 pessoas da mesma família assinar o Gamepass, e que vai descer o preço de 12,99 euros mensais por pessoa para 4,40 euros mensais por pessoa, na realidade será igualmente alvo das explorações acima referidas. E a consequência será que se antes era possível obter-se o gamepass de graça para uma pessoa, agora isso será possível para 5. Já os que pagam e que poderiam pagar tão pouco como 1,8 euros mensais por pessoa, vão ver esse valor agora descer para 45 centimos mensais por pessoa.
Resumidamente, estamos a falar de pagamentos quase simbólicos, acessíveis a todos, conhecidos, e oficialmente suportados. Daí que é nosso entendimento que a legalidade concorrencial desta oferta deveria ser alvo de uma queixa e algo analisado pelas entidades da concorrência de forma a ser iniciada uma investigação às contas da Microsoft. Acima de tudo, o que está aqui em causa é o motivo porque sabendo a Microsoft que estas práticas existem (e não há o que saber pois as contas não permitem que não haja consciência), nada faz para as contrariar e cancelar.
Daí que, se com 10 euros mensais por pessoa é muiiiito questionável se o Gamepass é viável, com 1,8 € por mês por pessoa, e dúvida dissipa-se. E com 45 cêntimos mensais por pessoa ou mesmo o serviço obtido gratuitamente… estamos a tentar enganar quem?
Ora como já sabemos há pessoas que se recusam a ver isto, e tal como a clubite cega os adeptos de futebol, os fanboys tambem não conseguem ver a realidade das coisas, pensando apenas no aproveitamento e no facto de tal ser favorável à sua cor. Mas o certo é que se alguém acredita que se pode sustentar este mercado de largos biliões com este valor mensal, não só nos preocupa a nível da sua sanidade mental, ou no mínimo, das suas noções de economia altamente deturpadas.
Sem querer discutir se em média os jogos são mais caros ou menos caros que os filmes/séries, a realidade é que um jogo AAA facilmente cai entre os 75 e os 100 milhões. Horizon Forbiden West, por exemplo, custou 110 milhões a ser produzido (Fonte).
Isto sem esquecer jogos como Destiny 2 que custou 160 milhões, Halo 2 que atualizado à inflação custou 230 milhões, Call of Duty, Modern Warfare 2 que custou 316, Cyberpunk 2077 com um custo de 331 milhões , e sem esquecer Star Citizen que já passou os 400 milhões à alguns anos.
Isto coloca estes jogos mais caros nos patamares dos filmes mais caros, com Avengers: Age of Ultron a ter custado 365 milhões, ou 007-No time to Die que custou 250 milhões.
Ora pode parecer para alguns que a matemática até é simples. 25 milhões de utilizadores, a pagarem 12.99 euros, são 324,75 milhões por mês, e 3,897 biliões por ano. E perante estes números a lógica que surge é que não há como não dar lucro! Naturalmente que, de forma conveniente, aqui se ignora que há muita gente que não paga isso, algo que se refletiu nas contas Microsoft, que apresentaram uma descida da receita dos serviços de subscrição, apesar de se anunciar aumento de assinantes.
Seja como for, para quem este tipo de raciocínio, que apenas analisa receita, sem tomar em conta a despesa, faz sentido, faça favor de explicar como é que o Netflix, com 221 milhões de assinantes, a pagarem entre 7.99 e 15,99 euros, numa média de 12 euros, arrecadando em média 2,625 biliões por mês, ou 31,824 triliões por ano… está a dar prejuízo. Ao ponto de já planear acabar com contas partilhadas, subir os preços e oferecer planos com publicidade.
Como já vimos pelos custos, a matemática para ambos os serviços é bastante similar… Não há como fugir a esta realidade. A diferença é que quando o Netflix se prepara para acabar com as contas partilhadas, por o serviço não estar a ser lucrativo com 221 milhões de assinantes, a Microsoft… cria o plano familiar, com apenas 25 milhões e esquemas de fuga ao pagamento global conhecidas e legais. Quando a Disney+ se prepara para aumentar os preços com 120 milhões de assinantes, a Microsoft desce o seu preço dos 15 para 12.99 com apenas 25 milhões.
E quando uma série como Oby Wan Kenoby custa 90 milhões a ser criada, e um jogo como Horizon Forbiden West custa 110 milhões, como espera a Microsoft com todos estes cortes vir a ter jogos com essa qualidade nas suas equipas?
Existe ainda uma outra diferença. Apesar de o Netflix ter 221 milhões de assinantes, as suas grandes produções exclusivas vão para o cinema primeiro – exemplo. É uma exploração limitada, mas mesmo assim mundial (que incluiu Portugal), e um arrecadar de receita adicional antes de entrar no serviço. Mas a Microsoft lança os jogos AAA das suas equipas, todos dia 1 no serviço, não indo buscar primeiro receitas ao mercado de retalho, canibalizando assim as possíveis vendas.
Basicamente tudo o que a Microsoft está a fazer vai contra a corrente do que outros serviços de subscrição, bem maiores, fazem… E no meio de vários esquemas que permitem obter o serviço por meros 1.8 euros/ mês, ainda lança pacotes familiares que permitem descer esse custo para 45 cêntimos, ou mesmo zero centímos. E esperam que alguém capaz de raciocinar por si, no mínimo, não questione se descobriram o Ovo de Colombo e estão a ter lucro onde os outros, com muito mais, estão a ter prejuízo.
Isto não tem outro termo… é uma prática predatória, que se não pode ser apelidada de dumping é apenas pelas características muito peculiares do software face a bens físicos, mas que na prática… vai dar ao mesmo.
NOTA: Esta artigo não se destina a criticar o Gamepass em si, mas as práticas por detrás do mesmo. Um novo artigo sobre o Gamepass como serviço entrará dentro de dias, e tentará clarificar a minha posição sobre mesmo, explicitando aquilo que este tem de bom.
A preocupação fica com quem não vai usufruir.
Eu adorei!
Mais uma destas e estás banido. Fanboys aqui não!
Está aqui um artigo que demonstra uma preocupação real com uma industria que pode sair prejudicada com isto e tu falas-me em usufruir. Egocentrismo, egoísmo, estupides, enfim, tanta coisa junta numa só frase que nem dá para comentar.
Usufruir qualquer um pode. 45 cêntimos todos temos. Há é quem tenha juízo, e quem comente como tu!
Qualquer um pode “usufruir”, resta saber se é inteligente o bastante pra entender que o que não é sustentável e se acabará, o que trará outras consequências. Agora, a vida em sociedade se exige um mínimo de espírito consequente pois é o que define a continuidade ou não de tudo que nos cerca.
o mesmo de quem comprava Windows Phone, um celular TOP por mil reais equivalente a um Android de 2500 ou iphone de 5 mil.
deu no que deu.
Artigo bem ponderado, abordando um tema que rara vezes vejo ser discutido em outros sites. Espero que as discussões aqui sejam em nível maduro, pois ultimamente tem sido desgastante ver embates quase infantis, claro que todos tem direito a sua opinião.
Acompanho a PCManias desde 2006 e sempre foi um site onde gosto de obter informação, fico desanimado atualmente e lanço um alerta a todos que aqui visitam, pois uma escalada de animosidades pode tornar o site desinteressante e desanimar o Sr Mário a mantê-lo.
Microsoft sangrando pra ver a concorrência sangrar. Única explicação plausível.
Sangrando de verdade ela não está, pois consegue dinheiro fácil, e quem consegue assim, não o dá valor.
Se esta situação fosse investigada, e a Microsoft condenada, a divisão da empresa seria inevitável de forma a acabar com dinheiro de outros locais para cobrir prejuizos.
Entendo que o “lobby político” saia mais barato que pagar-se imposto pra se fazer investimento entre empresas de um mesmo grupo (se separadas), por isso ainda não fizeram cisões nessas megacorps.
Esse pessoal elege bancadas no congresso para terem suas vontades saciadas. Essa conversa do Biden não vai longe muito longe, a desculpa seria fácil, tal como proteger o ocidente da China… enquanto isso a Arábia Saudita vai investindo em muitas empresas, inclusive americanas, as ideologias são desculpas usadas só quando na conveniência.
Uma dúvida surge com esse ponto de vista: Como a Intel vai conseguir fazer crescer a divisão de GPU sem o dinheiro de outras áreas? Se não for assim, como fazer surgir novos concorrentes em áreas onde o desenvolvimento é de risco?
Não vamos confundir as coisas. Uma situação é investimento, outra é o sustentar prejuízos conscientes, assumindo prejuízos, de forma a aniquilar a concorrência.
Eu já perdi a conta aos artigos sobre o gamepass. Pode parecer brincadeira mas não é.
O dinheiro é da Microsoft ela faz o que quiser, se ela o oferecer está no direito dela.
Por fim é óbvio que a Microsoft esta tranquila ganha rios de dinheiro e usa o seu poder financeiro para fortalecer o gamepass um dia o serviço vai ter menos qualidade ou facilidades isso é óbvio mas e então não foi sempre assim? A Netflix não era mais barato? Não tinha mais facilidades? Com o gamepass será o mesmo.
A Netflix tinha sim mais qualidade e mais facilidades, mas o que você não percebe é que é insustentável! Ou tu acha que a Microsoft vai tirar eternamente lucro de outras divisões pra alimentar o gamepass porque ela é pró consumidor? Isso não existe!
Se nos entretantos secar a concorrência e até ela própria, daqui a um tempo so te resta comer palha ou comer palha…
Pronto cada um tem a sua bitola,a minha e a de muitos gamers não é essa, é mais exigente.
Entendo o ponto, mas amazon com o prime vídeo se enquadra nesse cenário e mesmo assim vai lançar a série anéis do poder.
https://jc.ne10.uol.com.br/cultura/tv/2022/08/15066058-o-senhor-dos-aneis-os-aneis-de-poder-e-a-serie-mais-cara-da-historia.html
Vamos ver o que isto dá… a Amazon tem andado arredada dos lugares cimeiros, pelo que precisa investir.
Daqui a uns tempos falamos!
Seja como for a questão aqui não é o Gamepass, mas as práticas. A Amazon Prime não anda a deixar ninguém assinar 3 anos por 45 cêntimos ao mês!
Lembrando que já saiu notícias de que a Amazon irá aumentar o valor da assinatura do Prime, pelo menos no Brasil
Já aumentou e não foi só no brasil não.
é porque ainda não chegou meu momento de renovação!!
O serviço foi lançado no brasil em 2016 por R$ 7,90 e vem com vários outros serviços da amazon no pacote.
Nos EUA estreou em 2006, só não achei os preço do lançamento
Já pude experimentar o Amazon prime gratuitamente… Não renovei pois não tinha muito que me interessasse. Está a investir, apoiado na Amazon… Vamos ver o que dá, mas não vejo porque irá ter sorte onde os outros falham.
Na França eu tenho a amazon prime pois serve-me para o serviço video, e para o serviço de compras pois tem produtos com bons preços ou com a entrega de borla, um serviço que eu usei muito durente o covid pois comprei muita coisa por la
Agora vão aumentar os preços em setembro, de cerca dr 50€ por ano para quase 70€ a diferença e muita e como eu, acho que muita gente vai fazer o mesmo ou seja, anular
Eles fizerem alguns evestimentos nos ultimos tempos como a compra dos estudios da MGM, mas aumentar assim os preços apos uma epoca que acabou pode custar caro, como esta a custar a Netflix que esta cada vez mais a perder clientes
No artigo abaixo diz que foi lançada em 2005 pelo valor de 79 dólares ao ano.
em 2014 foi para USD 99, e em 2018 para USD 119.
E vale lembrar que é um serviço com vários concorrente hoje em dia, e talvez o de menor catálogo, mesmo considerando a aquisição da MGM.
https://pattern.com/blog/amazon-prime-a-timeline-from-2005-to-2020/
E não te esqueças que desses utópicos 3897 biliões por ano, ainda se tinha que retirar as depesas operacionais e pagar às várias editoras que lá metem os jogos.
O que me espanta no meio de tudo isto, é a Sony ou ainda a Nintendo, não ter uma atitude legal perante este dumping.
Claro José… Isso é receita, não é despesa. Quando anda aí a circular que por um Indie, o Cooking Simulator, custou 600 mil euros, imagina um AAA de topo. E mais ainda, nos jogos First Party!
Olhando para a receita de uma Sony, ela é brutal… Mas os lucros são, comparativamente pequenos. As despesas são gigantes, e todos se esquecem disso!
Isso de custo e ganho tem a ver com números de assinantes,imagina um game pass com 120 milhões de subscrições mensal e não anual,o valor de receita seria gigante,cobrindo os custos ,pois a longo prazo a tendencia e deixar o serviço com mais jogos seus do que de terceiros.
Caso,repito caso aflore o serviço com estas aquisições recentes,o que se espera para aumento deste numero é um aumento na qualidade e isso tem que acontecer,senão esquece,fica como esta.
Ewerton… estás a atirar para o ar…
Eu podia-te dizer que sim… ou podia dizer que não. Estava a especular!
A realidade é que como referi, jogos podem custar tanto como filmes, e o Netflix com 221 milhões e produções mais baratas que muitos jogos, está a dar prejuizo.
O modelo de negócio não está comprovado funcionar… mesmo com mais de 200 milhões de assinantes!
para além do mais, 120 milhões de assinantes implica um mercado que não existe. A maior parte do mercado não joga todos os dias e não pagará mensalmente.
O que estes serviços estão a descobrir é que quanto maior o mercado, mais conteúdo diversificado tem de ter para o aguentar. E como tal o aumento de mercado traz aumento de despesa. E pelo que se vê, uma coisa não parece compensar a outra.
Vejo com ceticismo essa questão dos serviços de jogos alcançarem 120 milhões (ou 150 milhões como dito no comentário abaixo do Paulo Kaufmann) de assinantes.
O Playstation por exemplo tem 102 milhões de usuários ativos, e 47.3 milhões de assinantes na Psn Plus. Ou seja, 54,7 milhões de jogadores do Playstation estão ativos na PSN mas não estão jogando online atualmente. (https://www.sony.com/en/SonyInfo/IR/library/presen/er/pdf/22q1_supplement.pdf)
Em 2021 o Satya Nadella disse que a Xbox Live tem mais de 100 milhões de usuários ativos, na época com 18 milhões de assinantes do Gamepass. O último número que temos é de 25 milhões de assinantes.
A Steam que é um colosso no PC, abrangendo usuários de uma vasta diversidade de equipamentos, atingiu 132 milhões de usuários ativos. Isso inclui até usuários que apenas compraram seu Counter Strike usando hardware que já completou mais de uma década.
A Apple também possui uma fatia muito considerável na indústria de jogos, faturando bilhões de dólares anualmente com royalties porque seus clientes compram jogos na Apple Store.
O ponto onde quero chegar é que o público de games é bastante diversificado. É um mercado heterogêneo demais. É complicado de pensar que de repente um único serviço faça um volume gigantesco de usuários pagando uma mensalidade. Impossível não é, não estou subestimando, pois Call of Duty day one no gamepass seria gigante. Mas convém sempre lembrar dessa diversidade.
Se destruir a concorrência, é. Pro PC, basta comprar a Steam, e continuar subsidiando o Gamepass, inclusive o oferecendo gratuitamente para usuários da Steam.
Gabe foi funcionário da MS por mais de uma década e a Steam/Valve vale pouco mais que 1/10 da Activision, logo não é tão dificil assim ser adquirida.
Vai afetar de tal forma a indústria e os jogos no PC que só restará aos demais aderirem ao Gamepass para ao menos ganharem o que não conseguirão mais num mercado onde ter uma assinatura será o suficiente pra quase todo mundo.
Nota que o Xbox live ter mais de 100 milhões, não eram pagantes. Jogos como Minecraft obrigam a inscrever na Live.
Eu tambem me espanta… E não acredito que se aguentem muito tempo sem atuar (mais a Sony), apesar que sabem que será um luta contra uma mega corporação.
A questão é que isso vai criar mal estar no mercado. A Sony sabe que os clientes não querem saber se a Microsoft está a fazer dumping ou não. E que vão é ficar revoltados com uma atitude que lhes acabe com a “mama”.
Talvez por isso, não avança até se forçada a isso, sendo que nesta fase se limita a ver a Microsoft a contrair prejuízo, tentando contrariar o modelo o melhor que podem.
Eu não tenho nada contra luta leal. A Microsoft tem o poder de esmagar a Sony com uma luta leal e com grandes jogos. Mas no entanto nunca o conseguiu fazer… e por isso está agora a entrar por estes esquemas pouco claros.
Agora eu tambem não me importava de pagar 45 centimos. Mas bolas, num exemplo bem real, eu este ano não mudei a agua da minha piscina pois o pais está em seca grave, e tenho consciência que estar a dar cabo de dezenas de milhares de litros de agua não é algo que deva fazer. Nesse sentido, mesmo não pagando nada pela agua pois tenho poço, tratei a antiga e usei-a assim.
Onde quero chegar é que pagar os 45 centimos é como mudar a agua da piscina. É uma medida não ponderada cujas consequências podem ser graves. E eu sei que não serei eu que alterarei a estupidez geral dos inconscientes que não agem como eu, mas pelo menos se um dia algo acontecer, terei a consciência limpa que tal se deveu a um grupo de idiotas do qual eu não faço parte.
Numa outra perspetiva, convém que quando houver uma queixa se prove um ato continuado, e não algo que a Microsoft possa argumentar “ops, era uma bug que passou despercebida, vamos já corrigir” (como se tal fosse possível, mas o argumento existiria sempre).
Talvez nesse aspeto a prática tenha de ser registada por algum tempo antes de poder haver a queixa e esta surtir real efeito.
A Sony tem adquirido estudios pontuais e isso indica aumento no investimento e consequente lucro……Para barrar um dunping nos moldes que esta seria necessário jogos com menor tempo de produção para aumentar o catalogo existente e com mais estudios isso ´possível.
Não na mesma proprorção lógico,mas com uma qualidade impar que a Sony iniciou no PS3 a briga pode ficar interessante,mesmo contra uma mega corporação
Poderia…
Mas quando tu atrais os clientes dando-lhes refeições de qualidade por tostões, estes podem abdicar do produto de luxo, pago a preço total.
Eu gostava de ver essa luta, mas era com os clientes do Gamepass a pagarem o custo real do serviço, e a perceberem que gastaram 1560 euros em 10 anos, para no fim… não terem nada.
Agora com 65 euros por 3 anos, ou cerca de 210 euros (ou até zero, com os MS Points) em 10 anos… isso é jogo baixo, e um prejuízo que só a Microsoft pode suportar!
Eu acho que a Sony está a esperar até onde pode, ao mesmo tempo que deixa a Microsoft acumular prejuizo, mas acho que eventualmente a Sony tenha que fazer algo independentemente da malta ficar chateada por lhe acabarem com a mama, até isso acontecer, a Sony, e quiçá a Nintendo, vão observando e acumulando prova.
Estou deveras curioso para ver os números do gamepass quando o COD for para o serviço, seria um tremendo balde de água fria caso o COD continuasse a ser mais popular na PS a pagar, do que na Xbox quase de borla.
Estive a ver casos anteriores e as decisões judiciais… E creio ter percebido o motivo pelo qual a Sony não se posiciona face a isto de forma imediata.
Se lerem este artigo que explica a decisão de dividir a empresa em duas perceberão várias coisas. E cito algumas:
“Despite the creative editing of video, facts, and emails, Microsoft lost the case.” – Basicamente a Microsoft mente em tribunal, e forja provas falsas, no caso de 1998, editou vídeos, editou factos, e emails. Basicamente uma ação em tribunal contra uma empresa que forja provas requer muita e muita preparação.
O argumento principal da Microsoft foi:
“Microsoft claimed that its competitors were jealous of its success.”. Isto num caso que opunha vários browsers de sucesso contra o IE que ninguém usava e que a Microsoft queria impor. Nesta caso, com o extremismo da guerra das consolas, a Microsoft iria alegar tudo e mais alguma coisa. Seria uma guerra porca e que deixaria na lama com argumentos ambas as empresas, o que com documentos falsos pelo meio, poderia causar severos danos de imagem a ambas.
A Microsoft ainda colocou os seus fans a testemunhar, o que no caso das consolas, seria um extremo louco, dado o fanatismo. E na altura argumentaram:
“Meanwhile, those who supported Microsoft proposed that if the company was to be considered a monopoly, it was, at best, a noncoercive one. They argued that even with options like Unix, Linux, and Macintosh, consumers demonstrated a preference for the convenience of Microsoft’s Windows product on their computers. Windows may not have been the superior product, but…”
Resumidamente, os fanboys iriam argumentar que aquilo era bom para o consumidor, mesmo que a Xbox não fosse a plataforma dominante. E perante o nível que vemos nos foruns, imaginem o que viria a tribunal, perante um grupo de jurados que desconhece a realidade e um juiz que tambem não está por dentro da temática.
Isto não impediria a Microsoft de perder… como aconteceu em 1998, onde apesar de tudo, perdeu a ação, e foi ordenada a dividir-se em duas.
Foi aqui que a Microsoft colocou o seu peso, e acusou o juiz de ser parcial, e querer tomar partido a favor da acusação.
“Microsoft didn’t take the ruling lightly and appealed the decision. The company took issue with the judge’s position, citing bias in favor of the prosecution. ”
A Microsoft usou de tal forma o seu peso que o departamento de estado acordou com ela que não a dividiria se ela colaborasse. E eles colaboraram.
Basicamente a Microsoft perdeu, mas livrou-se das consequências.
Resumidamente, isto é algo que requer preparação e recolha de dados, tendo se ser abordado apenas numa altura em que efetivamente a Sony comece efetivamente a sentir mossa forte da Microsoft, o que neste momento ainda não acontece!
Não há dúvida que é dumping. E o mesmo consumidor que está a rir hoje, vai ser o primeiro a chorar quando a Microsoft destruir a concorrência e começar a remunerar o serviço.
esses caras ai que vc fala nem gostam de video game e nem jogavam nada… só querem que tudo “vire um lixo para eu não ser o unico lixo”
Embora muitos acreditem que o mundo deveria ser sem “Estado”, e que a liberdade para tudo deveria ser algo absoluto – a menos quando há situações que são inconvenientes para si, claro – a História, assim como outras ciências, fundamentada no estudo e análise das diversas situações e rumos das coisas, mostra que as ideia conceituais que tanto agradam a muitos, ditos liberais econômicos, não é bem assim uma realidade sustentável.
O investimento Estatal é presente em praticamente tudo, ao menos desde sempre, ou teoricamente ao menos após o New Deal norte-americano da década de 30 após a quebra da bolsa de NY. E embora vez por outra o pensamento Keynesiano “suma”, ele sempre ressurge toda vez que os liberais têm problemas pra regular sua economia, exigindo a presença de um Estado investidor e regulador.
Quase todo o dinheiro investimento em pesquisas e ciência em países civilizados é de origem Estatal, essas pesquisas são em grande parte o nascedouro de toda grande empresa que hoje é uma Megacorporação, e em qualquer setor. E vez por outra, sob os mais diferentes pretextos, há sempre o Estado em todas as suas formas investindo e salvando empresas, fazendo do Estado um verdadeiro sócio velado desses empreendimentos que se tornam, ou são, um braço financeiro desses Estados em diferentes partes do mundo com sua dita multinacionalização. Nem nos EUA, é diferente.
Dito isso, nada mais justo que os mais diferentes Estados busquem controlar as questões concorrenciais e de influência de Megacorps nos mais diferentes setores e em suas regiões econômicas, pois há ali, além de poder financeiro, o financiamento de outros interesses por trás. Ou há dúvidas de pra que lado tendem essas empresas em conflitos de interesses entre países?
A questão de intervenção estatal nas práticas concorrenciais como reguladores, além de prática saudável, visa proteger a “lei concorrencial” e com isso os próprios consumidores, bem como todo um mercado, que gera empregos, impostos, melhoria de qualidade e inovação, basicamente.
Ao contrário do que muitos pensam, subsidiar-se um negócio indefinidamente até que a concorrência sucumba, não faz nada do que é positivo acontecer, apesar da ilusão transitória de que estou a pagar menos por mais, algo que serve como isca a aceitação inconsequente do que se prepara para o futuro, o aumento dos preços e a queda de qualidade. A ideia de destruir o inimigo, inclusive é réplica de um pensamento de Estado nacionalista, que salvo para questões verdadeiras de defesa, nunca está no seu direito real de atacar ferozmente.
Lamentavelmente, pessoas “anarquistas”, costumam confundir a ausência de Estado e um liberalismo absoluto a ideia de um Estado eficiente (intervenções no que “precisa” de um modo ótimo).
A “Bolha Imobiliária” de 2008 se deu justamente pela pouca regulamentação estatal do setor, e o estrago foi o que se viu ao redor do mundo. E vejam, a solução foi o governo intervir, renacionalizando (estatizando) as agências reguladoras e injetando 200 bilhões de dólares, considerando-se a maior operação de socorro financeiro dos EUA no setor privado. Tudo isso porque o Estado deixou “correr solta” a vontade das empresas, tornando o mercado instável e em crise.
A conduta da MS é claramente predatória no mercado de games, o Gamepass está há 5 anos sendo financiado a um preço surreal; um serviço que duvida-se que dê lucro, mas infelizmente como a empresa não divulga informações não podemos afirmar.
Isso não é prática concorrencial aceitável, pois é uma busca de colocação no mercado de maneira forçada e abre precedentes para o predatismo nesse mercado, o que não será verdadeiramente bom nem para empresas e empregos nem para clientes que perderão em qualidade e diversificação, além de um preço que não será sustentável indefinidamente ao que se tem hoje, e duvido que sequer próximo disso. Tudo piora quando um seguimento de uma Megacorp que não é sustentável, resolve ainda incorporar através de mega aquisições outras grandes empresas do setor, claramente uma tentativa de concentração de mercado nas mão dela.
É preciso que os orgãos reguladores, como Estado, dêem um basta nessas megaaquisições, ou do contrário, o mercado ruirá. A História mostra isso.
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Maynard_Keynes
https://jornal.usp.br/ciencias/nos-paises-desenvolvidos-o-dinheiro-que-financia-a-ciencia-e-publico/
https://www.theverge.com/2021/8/10/22618764/nsa-10-billion-microsoft-aws-cloud-services-protest
https://www.datacenterdynamics.com/en/news/microsoft-launches-azure-government-top-secret-for-us-national-security-contracts/
https://www.cnbc.com/2021/03/31/microsoft-wins-contract-to-make-modified-hololens-for-us-army.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_financeira_de_2007%E2%80%932008
Esse plano familia foi pq a Sony lançou a Plus reformulada
fico me perguntando se a Sony “desse por 1 real”, a MS pagaria para assinarem o GP?
Minha tranquilidade é que o público já esta saturado de assinaturas, todo mundo já viu no que dá o modelo… todo mundo sabe as desvantagens.
Com certeza eu aposto que depois de tanta tralha de assinatura, nettflix etc, a galera voltou a perceber como é bom UM filme no Cinema que vc quer ver (God of War, Horizon, similares) comprando UMA entrada que 10 jogos meia boca em serviço de assinatura.
Third já perceberam e não tem ninguém querendo lançar “day one” no GP… e claro que a MS correu botar a culpa na Sony.
A Sony vai ter que continuar investindo em jogos grades e vendas deles, meter emulador de jogo velho, PS1, PS2 e PS3 na Plus Deluxe e investir em GaaS para contra atacar o GP.
Ela já paga com os MS points! 🙂
https://www.microsoft.com/pt-br/rewards/xbox
Pra mim é óbvio que nenhum serviço de assinatura tem lucro a curto prazo! Pra mim a Microsoft pode se dar o luxo graças a sua capacidade financeira a colocar jogos Day One lá para impulsionar o serviço! Eu acredito que o Game Pass não da lucro ainda! E se dá é muito pouco! Mas a Microsoft está investindo pesado no serviço pensando a longo prazo! Imagina o Game Pass com 150 milhões de assinantes, (claro que isso só é possível com o Xcloud)! Então a Microsoft pode suportar a perda de lucro com a canabilização da venda de seus jogos para impulsionar o serviço e vir a ter lucro no futuro! Já a Sony não tem os bolsos largos da Microsoft e é por isso que ela não coloca seus jogos Day One em seu serviço! Esse negócio de perda de qualidade é pura balela!
Paulo, o problema é que ela não está a canibalizar seus jogos, mas sim a indústria. É diferente de um serviço como o da EA ou Ubisoft que canibaliza apenas os seus, e mesmo assim ainda não tenta matar diretamente a venda de seus lançamentos. Serviços como o Plus de catálogo e o Gamepass são bem mais nocivos, e pior quando se paga para terem estreias de novos jogo já nele Day One.
Discordo quando você diz que não há perda de qualidade, basta olhar o que a MS não tem entregado. 2 anos de lançado o novo console e temos DLCs de Sea of Thieves e Patchs pra Grounded, um Halo adiado e ainda assim com aparentes problemas na qualidade, um port do PC feito por uma second party – mesmo tendo mais de 20 estúdios próprios – e apenas um FH de jeito pra salvar.
Não teve perda de qualidade? Esqueceu do Halo Infinite, cujo ainda tem problemas de acompanhar o roadmap? Viu o que foi Crackdown 3? Os Series lançados sem nenhum jogo First Party que minimamente justifique a troca de geração. Parte dos games lançados pelo Xbox tem estilo cartoon(Não que isso não queira dizer que o jogo possa ter qualidade, mas compara com um Horizon Forbidden West).
Atualmente os únicos jogos com qualidade da MS são os Forza.
Eu não sei se o Gamepass pode dar lucro ou não. Talvez com centenas de milhões de assinantes.
Mas o que está em questão aqui não é porém uma questão competitiva. É uma questão de burla predatória com prejuízos intencionais e oferta do serviço a valores que nem para a Microsoft alguma vez poderão dar lucro.
Ué, não entendo porque isso é predatório! É simplesmente a Microsoft usando sua posição financeira priveligiada! Se ela não center nenhuma irregularidade ou prejudicar alguém não vejo mal nisso! Se a Sony não tem condições de competir com isso problema dela! Isso é o capitalismo!
Paulo… Uma coisa é tu teres uma boa capacidade financeira e entrares num negócio de risco, assumindo que podes ter prejuízo, mas esperando um retorno futuro.
Isso é normal e acontece com todas as empresas de maior capacidade financeira. A Microsoft, Sony, e Nintendo fazem isso com o hardware das consolas, vendendo-o abaixo do preço de custo, esperando criar mercado e recuperar o dinheiro de outras formas.
E isso é o que acontece com a entrada nos serviços de subscrição. A Microsoft entra de uma forma que mais ninguém pode, porque tem capacidade superior para isso.
Outra coisa é os prejuízos assumidos de forma consciente, não com o intuito de tirar vantagem, mas de aniquilar terceiros.
A Microsoft para vender a X ao preço da PS5 assume maior prejuízo pois a X sai mais cara de se produzir. É ilegal? Não, é consequência natural de ter mais capacidade financeira. Nada de mal aqui.
Mas já pensaste porque motivo a Microsoft não dá as consolas? Afinal se as dessem se calhar faziam um mercado ainda maior.
Porque isso não é correcto e justo. Isso criaria uma desigualdade concorrencial que impediria as restantes empresas de entrarem em pé de igualdade no negócio por não terem uma capacidade financeira inicial para isso.
É nesse sentido que existem as regras do fair trade: para garantir que o mercado é acessível a todos, ditando regras de concorrencis.
Uma das coisas que é proibida é o chamado dumping, o vender algo com prejuízos conscientes, aceitando-se a perda, e aproveitando-se de algum tipo de situação previligiada, de forma a aniquilar a concorrência, e impedir a liberdade do mercado.
E é proibido por duas razões. Uma porque retira a liberdade concorrencial, e outra porque retira ao cliente a liberdade de escolha, ou, no mínimo, condiciona tremendamente a mesma.
A Microsoft entrar de cabeça num negócio de risco como o Gamepass é normal. É uma empresa financeiramente superior, que se pode dar ao luxo de suportar prejuízos que mais ninguém pode. Mas no entanto isso não é um aproveitar-se do seu poderio, é, isso sim, uma consequência natural do seu poderio.
Aproveitar-se do seu poderio é entrar nesse tipo de negócio como entra, e ao mesmo tempo garantir que todos os que entrem também, mesmo assim ficam em desvantagem. Ou seja, é entrar no negócio e oficialmente anunciar que pagarás 12.99 euros por mês, mas depois, de forma não oficial e não anunciada, cria as condições para que pagues apenas 45 cêntimos por mês ou tenhas mesmo tudo de graça caso percas uns minutos por dia a obter MS Points, criando assim um modelo que se torna absolutamente insustentável seja para quem for, e que mesmo uma Apple, ainda mais poderosa, certamente não concorreria por ser dinheiro perdido garantido.
Ou seja, a Microsoft está conscientemente a colocar preços que sabe que nunca lhes trarão lucro. Não é uma questão de recuperar depois, e ser concorrencial. É uma questão de assumir prejuízo consciente para prejudicar terceiros e garantir domínio de mercado.
E isto é ilegal… É anti concorrencial, é abuso de posição dominante.