A Steam deck raramente passa os 20 fps, mesmo com tudo no mínimo. A Asus ROG sobe esse valor, mas mesmo assim com severos problemas. A PS Portal corre o jogo de forma impecável.
Resolvi publicar este artigo por dois motivos. O primeiro é o chamar a atenção para o facto que os atuais PCs portáteis com formato consola estão a tornar-se obsoletos. O segundo é mostrar como no meio de tanta miséria, a PS Portal se destaca!
A análise em causa foi feita pelo site RPGSITE.NET, sendo que aqui vamos apenas fazer um resumo do essencial para os leitores de língua Portuguesa.
Segundo o teste efetuado pelo website. a Steam Deck tem sérios problemas em executar o Monster Hunter Wilds. O desempenho cai abaixo dos 20 fps, mesmo com o uso das configurações mais baixas. E mesmo usando a geração de fps, o jogo não se torna jogável.
Logo para começar a Stam Deck perde cerca de 15 minutos a compilar os shaders, tendo depois problemas com cargas. Por exemplo, o logotipo de entrada, pode mostrar-se preto nas partes douradas.
Segundo a análise, o jogo corre nas partes mais leves, a 20 fps, usando uma resolução de 720p e FSR 3 em modo de Ultra Performance, com todas as opções gráficas no mínimo. E isto sem geração de fotogramas, pois introduzir a mesma numa base de 20 fps, apesar de subir os fotogramas para 40, mantem o input lag de 20 fps.
A experiencia na ROG Ally não foi muito diferente. O mesmo tempo na compilação de shaders, mas que, por qualquer motivo, subiu para 26 minutos após a ultima atualização.
A experiência é bastante melhor que na Steam Deck e o jogo roça o jogável. Aqui os problemas são os mesmos que na Steam Deck, mas usando o FSR3, 720p e detalhe no mínimo, a coisa aproxima-se e até pode passar os 30 fps, sem geração de quadros, apesar de quedas de fps. O autor acredita assim que a Rog Ally Z1 Extreme deverá conseguir correr o jogo de forma aceitável, mas sempre com estas mesmas configurações.
Na PS Portal, configurando o jogo para 40 Hz na consola, o jogo vai executar a 60 fps 1080p na portal.
Conclusões
Naturalmente falamos aqui de coisas bem diferentes. Uma PS Portal não é nem uma máquina 100% autônoma, nem é sequer um PC. No entanto a PS Portal não requer forçosamente que se possua uma PS5.
Sim, ela é relevante se queremos jogar todos os jogos da Playstation, mas a realidade é que há neste momento algumas centenas de jogos PS5 já disponíveis na PSN Cloud, que podem ser jogados diretamente na PS Portal, sem a necessidade da consola. E este número tende a aumentar.
A realidade é que uma Steam Deck também pode ter melhores resultados se se limitar a fazer streaming de um PC, ou até de uma XCloud. A questão depois é que ela não custa 220 euros como a Portal.
Daí que achei este artigo interessante pois traz para a mesa uma série de dados que se calhar nem todos já ponderaram, mas que entendo todos deveriam ter presentes numa escolha.
Pra Cloud, sem dúvidas que algo como o Portal é interessante, porém, acredito que o que a maioria dos consolistas querem é o poder de processamento nas próprias mãos. E vá lá, se ao menos a conexão fosse perfeita e não obrigatoriamente wi-fi, não duvido que muitos até bateriam palmas por terem seu próprio cloud service em casa.
Porquê o processamento entre as mãos? Para ter mais peso para suportar? Para pagar um equipamento mais caro? Não existe portal em todas as regiões. Acredito que a Sony selecione em termos de qualidade de rede disponível em cada país. Depois há regiões e regiões.Vivo em Oeiras, arredores de Lisboa. Os meus filhos dividem o jogo do macaco entre a ps5 e a portal, sem dificuldades. Só mesmo aquela do jogo em si. E mesmo a kms de casa. Se conseguem matar boss na portal, qual o jogo que te afigura ser difícil por causa do mito lag, que de passagem quase nem se nota mesmo.
Acho o maior erro se a Sony desenvolver uma máquina dessas para competir com o que há e o que vem para o mercado. Têm uma máquina excelente, levezinha, um super ecrã, e muito competitiva pelo preço. E ao vivo muito gira. Era só melhorar no que podem melhorar. Passar para uma máquina com o triplo do preço e mais pesada qual a vantagem se os jogos correm tão bem nesta?
Ora nem mais.
Tenho um colega que leva a portal para o trabalho. Ele liga-se a casa pelo smartphone, e tem zero lag. É impressionante como aquilo está bem feito.
Mas ele joga um jogo chamado Wings of liberty (acho que é assim), que requer muito tempo a organizar os sacos, e ultimamente é isso que ele mais faz com a portal. Preparar tudo para jogar quando chegar a casa.
Talvez vc não faça parte da maioria a que me refiro, Nuno. Mas algo já lhe escapa no que você fala o termo “quase” sem lag…
Olha Juca, pelo que eu tenho visto, e tenho aqui um colega ao lado que traz uma todos os dias, se aquilo acrescenta lag, só o notarás em modo competitivo, e/ou jogos de timings muito precisos. Em 90% dos casos, mesmo com uma conexão feita via smartphone, os jogos são perfeitamente jogáveis.
Há outros problemas, Mário, como a falta de possibilidade de não jogar por wifi, apesar de poder-se fazer um hotspot de smartphones. Agora, a pessoa satisfazer-se com um produto, não necessariamente o isenta de limitações sabidas. E qualquer hardware apresenta limitações, é só olhar pras queixas nas guerrinhas consoles x PC e por aí vai.
Então, há lag maior que um dispositivo nativo, e requer um investimento noutro aparelho, se a pessoa não se incomoda com isso, aí é outra história…
A Portal é um aparelho de stream portátil, concebido para correr jogos criados para um hardware impossível de ser colocado numa consola portátil.
O lag aumenta sim, mas a consola aplica várias técnicas para o disfarçar, usando buffers de RAM para isso, sendo que o resultado final realmente funciona e o lag é quase imperceptível.
E não, a Portal não requer investimento em outro aparelho. Isso era verdade no lançamento, mas não o é agora pois ela faz stream direto do PSNOW.
Juca
Para compreenderes melhor trata de arranjar forma de jogares jogos a sério na portal, daqueles mesmo que penses que vai ter LAG, e depois fala comigo.
É um espanto de uma máquina. Por 200 e tal euros sem necessidade de ps5, nem de comandos.
Volto a dizer o Lag é um mito mas só vais acreditar se jogares. Sabes que está lá mas não a sentes.
Eu confirmo o que dizes, mas corrijo ligeiramente.
Como tu dizes, o lag está lá, mas não o sentes. A consola está bem feita nesse aspecto, especialmente agora com stream direto dos servidores e com resolução dinâmica para não meter mais lag em mas conexões.
Mas a palavra chave é: O lag está lá.
Apesar de conseguires inclusive jogar, e jogas bem, por exemplo, Fortnite, a realidade é que para competitivo sais prejudicado. O teu lag é superior!
Por exemplo, a jogar SpiderMan, jogo bem e sem problemas, mas… Noto que a resposta aos comandos não é a mesma. Há um delay maior, apesar de aceitável.
Não tendo a experiência para dizer, questiono se um jogo tipo Wukong, de timings e resposta rápida, é jogável da mesma forma na portal, apesar de saber que já houve quem o acabasse lá.
Não entendo muito bem o esquema mas isto não é apenas um comando com ecrã que roda jogos da nuvem?algo parecido ao que eu já aqui falei que penso que será o futuro do gaming
Não será o meu futuro certamente. Uma coisa é tu teres o teu servidor, como na portal onde a tua PS5 serve. Outra é estares ligado a um serviço onde eles é que decidem o que jogas e quando jogas. Como agora aconteceu com a Xcloud que limita o tempo que podes jogar Fortnite.
Para mim, esse tipo de coisas bem pode morrer, pois eu nunca aderirei.
Tens razão em relação ao abuso das companhias não uso nem pago Spotify pelo mesmo motivo .. pela livre escolha
Será que um Port para switch 2 seria viável?
Sou da opinião que é mais fácil a Capcom lançar outro Monster Hunter exclusivo pra Switch 2… Mas poder pode, basta ter boa vontade pra adequar o game.
Para o Switch 2 só precisa de um port. Roda no pior videogame já feito, que é o series S.
Não gosto de várias das ideias do SS mas certamente ele não é factualmente o pior videogame já feito. Há diversos outros que foram problemáticos, venderam menos e e possuem piores capacidades de hardware.
Discordo…
Cada um no seu tempo, mas a realidade é que a SS não peca por problemas técnicos. Peca por má concepção e ideologia. Peca porque pura e simplesmente nunca deveria ter existido. Peca porque se eu previ isto no inicio da geração, quem a concebeu teria de ter percebido isso também.
E o Sega CD, o Dreamcast, o Wii U… Nenhum peca por concepção? A ideia da MS era ter um console barato pra rodar jogos de nova geração, como ela poderia ter feito bem melhor pelo preço que queria praticar?
Ela poderia simplesmente ter pensado e colocado 16GB de RAM. Era o óbvio! É um projeto pessimo, pois se limitou todo o resto devido a uma economia idiota! Poderia ter até escolhido menos UCs, mas a RAM NUNCA poderia ser 8GB pra jogos.
Claro que não. A teoria que texturas a 1080p gastam menos que a 4K é apenas isso, teoria. Porque se isso é verdade, também implica meter duas versões da textura no jogo, ocupando mais espaço. E para além do mais, ignora que outras componentes do jogo, como audio, física, RT e outros, usam a mesma RAM independentemente da resolução, o que quer dizer que o espaço para texturas pode ficar rapidamente reduzido a nada.
Vindo de supostos crânios, esta foi a decisão mais absurda que eu vi nos últimos anos, e só revelou aquilo que já sabemos da Microsoft: Que eles fazem o que querem, e não o que o público ou os devs querem, pois como foi público, imensos devs revelam-se contra esta decisão, e a Microsoft ignorou-os.
Mario, já estava a espera de um artigo que tocasse nos PConsolas, eu optei por uma Legion Go e digo que foi uma das melhores compras que fiz. (Juntamente com uma power bank de 100w com 30000mah…)
Até mesmo jogar através do remote play jogos de ps5, é fantástico.
Como tudo, eu sabia bem ao que ia, do contrário podia estar decepcionado.
Por ser Windows, há os sempre chatos “tweaks” a fazer, as vezes até com auxílio de uma aplicação Third Party ( loseless scale, que maravilha de app!), mas para os jogos que gosto, é espetacular, baldur’s gate 3, Divinity original Sin 2, The Witcher 3 (com mods gráficos!), emulação de switch, é excelente. O ecrã é excelente e a portátil aguenta lindamente.
A bateria é o ponto baixo, por isso a power bank. Mas para jogar na cama, ou em viagem é do melhor que há.
Inegável os pontos fortes… Mas tambem são inegáveis os fracos.